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Tratado de Pediatria · Capítulo 5

Alimentação, saúde bucal e função mastigatória.

Capítulo em coautoria de Mariângela Milena sobre alimentação, desenvolvimento da dentição e função mastigatória na infância.

Capa editorial do capítulo Alimentação, saúde bucal e função mastigatóriaSíntese editorial

Leitura para profissionais

Da alimentação ao desenvolvimento.

O capítulo percorre as relações entre alimentação, amamentação, dentição e função mastigatória no contexto da puericultura. Inclui discussão clínica e referências bibliográficas.

Autoras

  • Patrícia Leila Camacho Roulet
  • Roseli Oselka Saccardo Sarni
  • Mariângela Milena Santos Schalka

Material de estudo para profissionais de saúde. Sua leitura não substitui a avaliação individual da criança.

Síntese editorial

O capítulo em resumo.

O capítulo amplia a discussão sobre alimentação infantil para além da composição nutricional. As autoras examinam como textura e consistência dos alimentos participam do aprendizado mastigatório e do desenvolvimento do sistema estomatognático, em interação com a respiração nasal, a deglutição e a amamentação.

A amamentação é apresentada como um exercício inicial da musculatura e das articulações envolvidas posteriormente na mastigação. A passagem para a alimentação complementar, por volta dos seis meses, coincide com mudanças neurológicas, motoras e dentárias que permitem à criança experimentar novas consistências e organizar gradualmente movimentos de corte, trituração e moagem.

O texto relaciona a erupção dos dentes decíduos às etapas desse aprendizado: incisivos contribuem para o corte, molares ampliam a moagem e caninos participam da organização dos movimentos laterais. A experiência sensorial produzida pelos alimentos ajuda o sistema nervoso a ajustar força, ritmo, duração e direção dos movimentos mandibulares.

As autoras também discutem fatores associados às disfunções mastigatórias, como a permanência de padrões de sucção, o uso prolongado de bicos artificiais e a oferta predominante de alimentos excessivamente pastosos. O capítulo chama atenção para alterações funcionais que podem parecer comuns, mas merecem observação profissional ao longo do crescimento e das trocas dentárias.

Ao final, o capítulo defende uma puericultura atenta à função, capaz de acompanhar o desenvolvimento das arcadas e reconhecer precocemente sinais que indiquem necessidade de avaliação. A integração entre pediatria, odontopediatria e orientação familiar aparece como parte importante desse cuidado longitudinal.

Este resumo tem caráter informativo e não substitui a leitura da obra nem a avaliação individual da criança.

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